Freio dianteiro: Disco duplo
Freio traseiro: Disco unico
Honda CBR RR 1995
Em novembro de 1991, a Honda apresentava ao mundo a CBR 900RR Fireblade. A superesportiva foi a sensação do Salão de Milão daquele ano e revolucionou o segmento no ano seguinte, quando chegou às lojas. As outras motocicletas superesportivas da época tinham um motor de quatro cilindros potente e eram muito rápidas, mas apenas nas retas e tinham um peso excessivo. A equipe de engenheiros da Honda, liderada pelo mítico Tadao Baba, considerado o pai da linhagem Fireblade, trabalhou no sentido contrário: reduzir o peso da CBR 900RR para conseguir mais velocidade com menos peso. Desde então, evoluções sucessivas do modelo acumularam inúmeros desenvolvimentos e avanços técnicos, mantendo-se, no entanto, fiel à definição original de um equilíbrio total entre potência e controle.
Agora que a oitava geração da Fireblade – o modelo 2012 da CBR 1000RR – acaba de desembarcar no Brasil, a filosofia continua a mesma: apostar em uma ciclística ágil e equilibrada para superar modelos até mais potentes, porém não tão fáceis de controlar. A ideia original de “controle total” da primeira CBR 900 RR foi mantida ao longo das diversas gerações do modelo por meio de um desenvolvimento contínuo de novas tecnologias e mesmo com a mudança da capacidade cúbica do motor de quatro cilindros em linha – desde 1992, quando tinha 893 cm³ de capacidade, a Fireblade já teve motores com 919 cm³, 929 cm³, 954 cm³, 998 cm³ e o atual 999 cm³. Sempre o aumento de capacidade e potência foi acompanhado de avanços no quadro, freios e suspensões. Conheça agora, geração a geração, a evolução dessa lenda sobre duas rodas que carrega o DNA Racing da japonesa Honda.
O que poucos sabem é que a Fireblade original começou a ser desenvolvida com motor de 750cc. Mas o “pai” da criança, Tadao Baba, explica: “começamos com uma CBR 750RR, mas já tínhamos a VFR nessa faixa, talvez então uma 1.000 cc? Não, a Honda já vendia a CBR 1000F. Tivemos a ideia de manter as dimensões de uma 750cc e usar o mesmo motor base com o mesmo diâmetro, mas com o curso maior. Chegamos então a um quatro cilindros com 893 cm³ de capacidade”. Nascia então uma nova classe: a 900 cc. Combinando uma potência elevada com um chassi leve e uma geometria agressiva, a Fireblade fez sucesso imediatamente.
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